O trauma é individual, mas a cura é relacional

Você já deve ter ouvido essa frase inúmeras vezes, mas será que realmente sabe o que significa quando dizemos que a "cura" é coletiva ou relacional?
Mas o que exatamente significa cura?
Acho importante começarmos sobre o que é a ideia de cura. Afinal, cura em psicologia tem inúmeros significados e formas de ser vista.
Para os comportamentalistas, significa extinção ou melhora de um comportamento que o paciente considere doloroso ou pouco ajustado em sociedade.
Para os psicanalistas, representa a compreensão de sua personalidade e desejos frente ao mundo e outras pessoas.
Para os fenomenologistas, abarca a aceitação de sentir e viver toda a experiência em sua totalidade.
Com tantos significados, muitas vezes não sabemos medir se nosso processo está realmente caminhando ou apenas seguindo sem significado.
Resumidamente, sempre que pensamos em bem-estar e saúde mental, o que realmente importa é se o paciente consegue, em si, sentir que vive uma vida mais próxima do que ele realmente acredita, independentemente de isso ocorrer através de comportamento, inconsciente ou fenômeno.
E o trauma?
Quando pensamos em trauma, também temos inúmeras formas de olhar, mas o que realmente importa é uma coisa: toda pessoa terá uma vivência subjetiva e individual da experiência com um acontecimento.
O que pode ser muito doloroso para alguns pode ser ok para outros, e isso não significa nada além de que cada um de nós possui uma história de vida.
Traumas são processados pelo corpo, e cada um sente de um jeito, com um atravessamento histórico, temporal, familiar e cultural. É por essas razões que cada indivíduo terá que lidar com seu trauma pessoal, as dores da sua história, seus sofrimentos e lutas.
Mas isso não precisa ser algo que você faça sozinha...
A cura é relacional.
Quando vamos para um processo terapêutico (de qualquer natureza), o que realmente buscamos não é técnica ou abordagem, mas sim conexão, relação, afeto.
A cura só pode ocorrer no encontro com um outro que nos ouça, nos apoie, valide os nossos sentimentos, onde possamos nos sentir amados o suficiente para sermos quem realmente somos. Onde podemos baixar nossas defesas, mostrar nossas vulnerabilidades e reviver relações do passado com consciência, diálogo e apoio.
Ninguém mudará nossa história. O que foi vivido, foi vivido e não poderá ser alterado, mas, em dupla, nossa história pode ser elaborada, recontada, reescrita e referenciada de forma que possa passar a fazer sentido para você como força para construir um caminho de autenticidade e respeito por si mesma.
Se você procura esse espaço de acolhimento, respeito, escuta e apoio para seu processo terapêutico, entre em contato.
Será uma alegria poder te acompanhar nesse processo.



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