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Quando foi a última vez que você se encontrou consigo mesma?

Existe uma pergunta que costuma chegar sem fazer barulho.

Ela aparece no fim do dia, quando a casa finalmente silencia. Surge durante uma caminhada, em um domingo mais lento ou naquele instante em que, por alguns segundos, a vida deixa de exigir respostas imediatas.

A pergunta é simples: Como eu tenho vivido? O que estou fazendo da minha vida?

Nem sempre sabemos respondê-la.

Sabemos falar da rotina, do trabalho, da família, das responsabilidades. Sabemos contar tudo o que fazemos por outras pessoas, mas falar sobre nós mesmas costuma ser mais difícil.

O que temos sentido? Do que sentimos falta? O que, aos poucos, fomos deixando para depois?

Essas perguntas não costumam encontrar espaço em uma rotina marcada pela pressa. E, sem perceber, muitas mulheres passam anos vivendo apenas na superfície de si mesmas.

Continuam funcionando, cuidando, resolvendo, mas algo dentro delas começa a pedir outra forma de viver.

Há um tipo de cansaço que não desaparece com descanso
Há um tipo de cansaço que não desaparece com descanso

Nem todo cansaço vem do excesso de tarefas. Existe um cansaço que nasce da repetição, da necessidade constante de corresponder, de ocupar papéis que já não fazem sentido, de silenciar a própria intuição para manter tudo funcionando.

É um cansaço que não melhora apenas com férias ou um fim de semana tranquilo.

Porque ele não fala apenas sobre descanso, ele fala sobre distância, a distância de quem se é.


Algumas histórias parecem ter sido escritas para nos encontrar


Há livros que nos informam, outros nos emocionam e existem aqueles que parecem nos reconhecer antes mesmo de começarmos a leitura.

Mulheres que Correm com os Lobos é um desses livros.

Escrito pela psicanalista Clarissa Pinkola Estés, ele reúne contos, mitos e histórias tradicionais para falar sobre algo profundamente humano: a mulher que, em algum momento da vida, percebe que perdeu contato com uma parte essencial de si.

A autora chama essa parte de Mulher Selvagem.

Não como uma mulher indomável ou perfeita, mas como aquela dimensão viva, criativa, intuitiva e instintiva que continua existindo, mesmo quando foi esquecida por muito tempo.

Ao longo das páginas, muitas mulheres têm a sensação de que não estão apenas lendo um livro.

Estão sendo lidas por ele.


Ler também pode ser uma forma de voltar para si


Vivemos em uma época em que quase tudo acontece rapidamente.

Consumimos conteúdos, acumulamos informações e seguimos para a próxima tarefa.

Mas algumas leituras pedem outro ritmo, pedem pausa, silêncio, tempo, porque não foram escritas apenas para serem compreendidas, foram escritas para serem atravessadas.

Ler Mulheres que Correm com os Lobos é permitir que cada história desperte perguntas que talvez estivessem adormecidas há muitos anos.

É perceber que muitas dores não são apenas individuais, são experiências compartilhadas por inúmeras mulheres ao longo da história.


Um convite para caminhar acompanhada


Em agosto, iniciarei uma nova edição do Grupo de Leitura Mulheres que Correm com os Lobos.

Mais do que um espaço para ler um livro, o grupo é um convite para viver essa experiência em companhia de outras mulheres que também desejam olhar para si com mais profundidade.

Ao longo dos encontros, vamos percorrer os contos, os símbolos e as reflexões propostos por Clarissa Pinkola Estés, criando um espaço de escuta, diálogo e elaboração.

Não é preciso ter conhecimento prévio, nem encontrar respostas antes de começar.

Basta existir uma disposição para fazer perguntas sobre quem você é, sobre o que deseja, sobre o que ficou pelo caminho. Sobre a mulher que talvez esteja esperando, há muito tempo, por um espaço para voltar a respirar.


Talvez este seja o seu momento


Nem toda mulher chega a Mulheres que Correm com os Lobos na mesma fase da vida.

Algumas chegam pelo cansaço, outras pela curiosidade, algumas pela dor e outras pelo desejo de recomeçar, mas quase todas descobrem que o livro não oferece receitas e sim companhia.

E, às vezes, tudo o que precisamos para iniciar uma transformação é justamente isso: um espaço onde possamos nos escutar com mais honestidade, compartilhar nossas reflexões e perceber que não estamos sozinhas.

Se, enquanto você lia este texto, alguma parte de você se reconheceu nessas palavras, talvez este seja o momento de aceitar esse convite.


As inscrições para a nova turma do Grupo de Leitura Mulheres que Correm com os Lobos já estão abertas.


Será uma alegria caminhar com você nessa jornada de leitura, reflexão e encontro consigo mesma.



 
 
 

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